Posts Tagged ‘História’

Almeida Garrett.

Junho 24, 2009

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” E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? “

(de: Almeida Garrett, Viagens na minha terra)

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Um Insigne Portugues: José Teixeira da Silva, o “Zé do Telhado”.

Maio 13, 2009

Zé do Telhado

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José Teixeira da Silva  nasceu no dia 22 de Junho de 1818 no lugar do Telhado, freguesia de  Castelões de Recezinhos no concelho de Penafiel.  Revoltado pela endémica pobreza do povo nordestino português  resultante das terríveis desigualdades sociais impostas por meia-duzia de grandes proprietários,  cedo enveredou por uma vida de salteador e quadrilheiro. Conhecido como o “Zé do Telhado”, ficou lembrado na memória popular como o ladrão bom que “roubava os ricos para dar aos pobres“.

Com 19 anos apaixona-se por sua prima Ana Lourenço, com quem veio a casar, e assenta praça no Quartel de Cavalaria 2, os “Lanceiros da Rainha”.

Em Julho de  1837 rebenta a “Revolta dos Marechais” contra o partido dos “setembristas”, então no poder, e a favor da restauração da “Carta Constituicional”.  Os Lanceiros tomam o partido dos revoltosos que são derrotados em 18 de Setembro. José Teixeira da Silva refugia-se em Espanha acompanhando o lider da insurreição o general Schwalback. Regressa a Portugal com o perdão oficial e casa com a prima em 3 de Fevereiro de 1845.

Em 23 de Março de 1846, na Póvoa do Lanhoso, estala a “Revolta da Maria da Fonte“, iniciada por um pequeno grupo de mulheres do povo. Esta rebelião que ficou conhecida por “Guerra da Patuleia” veio a transformar-se numa longa e sangrenta luta civil contra o governo autoritário do Conde de Tomar, António Bernardo da Costa Cabral. Ao lado dos  “pés descalços”, aderiram também algumas figuras “gradas” tais como o General Visconde de Sá da Bandeira.  José Teixeira da Silva,  que era então sargento das Forças Armadas, junta-se de imediato  à Revolta ao lado das forças populares.  Pelos actos de bravura praticados e apurado instinto militar foi-lhe atribuida a “Ordem da Torre e Espada, Valor, Lealdade e mérito“, a mais alta condecoração que ainda hoje vigora em Portugal.

Derrotada a insurreição começou o calvário do “Zé do Telhado”. Perseguido pelos vencedores por dívidas que não consegue pagar, já com cinco filhos, acaba por ser expulso das Forças Armadas. O infortúnio e a miséria impele-o a  regressar à sua antiga vida de salteador. Entra para a quadrilha do célebre “Boca Negra” sucedendo-lhe no comando.

Foi preso no dia 5 de Abril de 1861 e o seu julgamento, suspeitamente acelerado, iniciou-se no dia 25 seguinte tendo durado apenas dois dias. Foi condenado “na pena de trabalhos públicos por toda a vida na Costa Ocidental de Africa“.

Viveu o resto da sua vida no Norte de Angola sempre muito respeitado pelo povo local.  Roido pelas saudades da sua mulher e seus cinco filhos morreu, com 57 anos, na aldeia de Xissa, a cerca de 50 km de Malange, onde está o seu túmulo.

25 de Abril, sempre !

Abril 25, 2009
(Câmara Municipal de Vila Franca de Xira)

(Da Página da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira)

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Ainda sobre Soeiro Pereira Gomes.

Abril 14, 2009

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Dedicatória de Soeiro Pereira Gomes escrita no manuscrito do seu romance Engrenagem:

PARA OS TRABALHADORES SEM TRABALHO

—  RODAS PARADAS DE UMA ENGRENAGEM CADUCA

Sem comentários.

Soeiro Pereira Gomes (1909-1949)

Abril 14, 2009
Capa da 2ª Edição de 1942. Capa e desenhos de Álvaro Cunhal.

2ª Edição de 1942. Capa e desenhos de Álvaro Cunhal.

Faz hoje cem anos que nasceu Soeiro Pereira Gomes, destacado dirigente do PCP e escritor. A sua obra literária, apesar de breve (morreu com apenas 40 anos), revela um enorme talento sendo hoje considerada uma referência obrigatória na literatura portuguesa. Esteiros, publicado em 1941, foi o seu primeiro romance. Poucos anos depois, já na clandestinidade, escreveu o segundo romance, Engrenagem, e um livro de contos, Os Contos Vermelhos.

Ver mais:

http://www.pcp.pt/avante/1359/5903h1.html

“Chulos”…

Abril 9, 2009

Recordando o “Chulo” desenhado pelo  Stuart Carvalhais há mais de meio século …stuart-chulo

O “Argus” volta a casa !

Abril 9, 2009

Testemunho da verdadeira “exploração do homem pelo homem” dos anos 40/50, este antigo lugre bacalhoeiro volta a casa para, assim o cremos, reganhar a sua dignidade.

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